4 mitos e verdades sobre infertilidade feminina



4 mitos e verdades sobre infertilidade feminina

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada cinco casais enfrenta problemas para engravidar. No Brasil, esse número gira em torno de oito milhões. De acordo com Assumpto Iaconelli Junior, especialista em Medicina Reprodutiva e diretor do Fertility Medical Group, só se considera infertilidade quando o casal está tentando regularmente engravidar durante um ano todo, sem sucesso.

 

O especialista destaca quatro fatos que toda mulher deve saber sobre a infertilidade.

 

  1. Sua vida sexual pode tornar uma mulher infértil. VERDADE
    Alguns problemas de infertilidade podem ser evitados através de uma conduta sexual consciente. “Cerca de 35% dos casos de infertilidade feminina estão relacionados a problemas tubários. As infecções pélvicas estão entre as principais causas de obstrução das trompas, ao lado da endometriose e das aderências pós-cirúrgicas. Essas infecções podem ser evitadas com o uso de preservativo em toda relação sexual. Só assim a ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis pode diminuir e, consequentemente, todos os problemas decorrentes, como a infertilidade”.

  2. O problema é sempre da mulher. MITO
    “Em geral, as causas da infertilidade de um casal estão distribuídas igualmente entre homens e mulheres (por volta de 35% cada), além de um percentual referente à infertilidade sem causa aparente. Apesar de raro, também pode acontecer de não haver nenhum problema com a mulher nem com o homem, e sim com eles como casal. Ou seja, com outros parceiros a gravidez talvez fosse alcançada.

  3. A idade é um problema. PARCIALMENTE VERDADE
    Quem tem mais de 35 anos e tentou engravidar por seis meses sem sucesso não deve esperar muito para buscar ajuda especializada. “Não é fácil admitir a existência de um problema. Principalmente hoje em dia, quando uma pessoa com 35 anos está no auge do sucesso profissional – e durante uma das fases mais competitivas nesse sentido, inclusive. Sendo assim, quanto mais cedo se identificar, aceitar e tratar o problema, melhor. Hoje em dia, a Medicina Reprodutiva está muito avançada e conta com inúmeros recursos para tratar a infertilidade de um casal”.

  4. Quem não consegue engravidar precisa de um ‘bebê de proveta’. MITO
    Nem todo mundo que recorre a uma clínica de fertilização assistida terá um ‘bebê de proveta’. “Aliás, esse termo largamente usado nos anos 80 já caiu em desuso. Mas é fato que a fertilização in vitro não é indicada para todos os casais. Além de a paciente às vezes precisar somente de um ‘empurrãozinho’, com regulação de vitaminas, hormônios, dieta etc., pode ser necessário seguir com tratamentos mais complexos, como a indução da ovulação, transferência de gametas, inseminação artificial por doador, doação de óvulos, injeção intracitoplasmática de espermatozoides, fertilização in vitro etc. O importante é saber que há várias formas de alcançar o desejo de ter um filho e não desanimar”.

 

 

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