Rótulo e ingredientes: como podem estar sabotando sua dieta



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Rótulo e ingredientes: como podem estar sabotando sua dieta

Veja quais erros mais comuns do cardápio e saiba como ter uma alimentação verdadeiramente benéfica.


Interessados em viver bem e viver mais, milhares de consumidores se tornam adeptos do “diet, light e fit” crendo fazer boas escolhas. Porém, até que ponto é válido optar por estes alimentos na hora de compor um cardápio saudável? Tais produtos são seguros ou escondem armadilhas por trás dos rótulos e chamadas atrativas? Veja agora o que está minando sua dieta e te impedindo de ter uma alimentação verdadeiramente rica em nutrientes.


A profissional pontua que vez ou outra, o consumo pode ser tolerado para aqueles que não têm restrições maiores na dieta, porém, o problema é quando estes produtos afetam o consumo de alimentos naturais “Não só no caso do suco industrializado, também podemos citar barrinhas de frutas, certos tipos de iogurtes, sopas prontas, certos cereais matinais. Alimentos como esses, muitas vezes, criam um falso apelo saudável e fazem com que as pessoas deixem de comer alimentos verdadeiramente saudáveis, ricos em nutrientes” explica a nutricionista Joana Carollo, da Nutriilife.

 

Rótulo


Outro erro bastante comum é ler apenas o rótulo do produto, sem atentar para questões fundamentais na escolha do alimento, geralmente expostas na parte de trás do produto. Boa parte das informações estampadas frente da embalagem são de apelo comercial e podem induzir a certos exageros na alimentação. A crença de que um produto é “zero gordura” ou “zero açúcar” nos deixa mais propensos a extrapolar no consumo. Porém, uma simples conferida na lista de ingredientes e na tabela nutricional poderia quebrar este conceito. Entenda por que:


Lista de ingredientes


Você sabia a ordem dessa lista representa a predominância dos ingredientes no produto? Ou seja, a disposição dos itens vai do que está presente em maior quantidade até o que está em menor. “É fundamental atentar para isso, pois podemos analisar a qualidade e autenticidade do produto. Por exemplo: ao comprar um pão integral, esperamos que o primeiro item seja “farinha de trigo integral” e não uma “farinha de trigo enriquecida.” – explica a Joana.


Além disso, a nutricionista complementa existem outros pontos a serem observados: “Sabemos que o adequado para uma alimentação saudável é optar por alimentos mais naturais possíveis ou minimamente processados. Neste âmbito, é preciso atentar para o tamanho da lista de ingredientes, pois, em geral, quanto maior a lista, mais processado é o alimento. Ou seja, mais rico em conservantes, corantes e adoçantes.”

 

Porção e valores diários


Quantas vezes você não viu na embalagem que um determinado produto era livre de gordura trans? Porém, em alguns casos, se você atentar para as letras miúdas vai ver que a informação se refere a uma pequena fração do alimento e não à sua totalidade. Isso porque, os valores descritos na tabela nutricional sempre correspondem à porção estipulada pelo fabricante, que pode determiná-la conforme seu interesse. Por isso é essencial prestar muita atenção: um alimento pode, de fato, não ter quantidade significativa de determinado ingrediente na porção, mas ter em sua totalidade. Outro ponto importante a ressaltar são os valores diários de referência: eles representam a quantidade diária recomendada de cada nutriente, dentro de uma dieta padrão de um adulto saudável. “A porcentagem do sódio, por exemplo, não pode ser elevada, pois o abuso desse ingrediente está relacionado a diversos problemas de saúde.”


Light ou diet?


É o caso dos produtos light e diet, ambos alvo de muita confusão, porém, popularmente aceitos como boas alternativas para a alimentação. Será verdade? Nem sempre: os diets, por exemplo, precisam ter ausência total de algum ingrediente – pode ser tanto o açúcar (voltado para os diabéticos), quanto sal ou outro elemento. Porém, para preservar o sabor e a durabilidade do produto, existe uma compensação com algum outro ingrediente, que pode ser gordura, mais sal ou mais adoçante. Em alguns casos, o diet pode ser, até mesmo, tão calórico quanto sua versão “normal”. Já o light, apresenta redução de, no mínimo, 25% de algum nutriente ou do número de calorias total do produto, comparado com sua versão normal. O problema é que, assim como diet, outros ingredientes são usados para compensar a falta do item suprimido. Essa manipulação faz com que esses produtos sejam carregados de químicos e, muitas vezes, deficitários em relação aos nutrientes.


Joana afirma que preciso ter em mente que questão calórica não está diretamente relacionada a quão saudável um alimento é “até mesmo porque existem alimentos zero caloria que não entregam nenhum nutriente ao corpo, ou seja, não existe benefício no seu consumo”. Conforme a nutricionista, esses produtos, também classificados como “alimentos de caloria vazia” são igualmente ricos em conservantes, corantes e adoçantes, indo na contramão de uma alimentação sadia.

 

 

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