Dismorfia corporal: distúrbio além da autocrítica



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Dismorfia corporal: distúrbio além da autocrítica

Há uma diferença entre sentir-se um pouco insegura sobre o corpo ou obsessiva pela boa forma

 

Você tem um senso crítico sobre seu próprio corpo que muitos consideram exagerado? Faz comentários cruéis sobre partes do seu corpo e realmente acredita nisso? Você pode sofrer de dismorfia corporal, exatamente como uma celebridade super famosa em todo o mundo, a socialite Kim Kardashian. Em um episódio recente de KeepingUpwiththeKardashians, o reality show que retrata a vida da família, Kim se abriu sobre o problema.

No episódio,  fotos de biquíni sem retoque da mais famosa Kardashian viralizaram na internet. Ao lidar com as consequências, ela admitiu que a insegurança do corpo aumentou ao longo dos anos. "Você tira fotos e as pessoas apenas te envergonham pelo seu corpo", disse Kardashian que usou a expressão bodyshame, muito popular em inglês e que é usada para quando alguém tenta fazer uma pessoa sentir vergonha do próprio corpo. "É como literalmente me dar dismorfia corporal", ela também comentou.


O termo "dismorfia corporal" é uma condição preocupante de saúde mental e nada mais é do que a preocupação com defeitos imaginados na aparência, mas que quase nunca são reais.


Uma pessoa com dismorfia corporal geralmente vê uma parte específica do corpo ou um grupo de partes do corpo e pensa em como é desproporcional, por exemplo. Por isso ficam obcecadas com esses pensamentos e deixam que eles assumam suas vidas.


De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, o distúrbio dismórfico do corpo é um tipo de transtorno obsessivo-compulsivo, aquilo popularmente conhecido como TOC e afeta 1 em cada 50 pessoas, ou entre 5 e 7,5 milhões de pessoas apenas nos Estados Unidos.


Com base em um episódio de seu show, é difícil saber se Kardashian tem BDD ou simplesmente não gosta sempre da sua aparência. Mas quais sinais podem dizer se a sua obsessão é uma doença?


A resposta simples. A DM é mais do que ser crítico de sua aparência de vez em quando. Para alguém com BDD, o equilíbrio de toda a sua vida depende de uma boa aparência ou de camuflar com sucesso seu “defeito”.


Quando uma pessoa acredita que ela tem problemas corporais e é hiper-consciente disso, pode evitar situações sociais para não chamar a atenção para as suas supostas falhas. Ela também pode tomar atitudes extremas, como caminhar com os cabelos cobrindo o rosto ou fazer plásticas. Pessoas com recursos podem fazer uma cirurgia plástica e voltar repetidamente para fazer outras, porque isso proporciona uma liberação temporária da ansiedade sobre sua aparência.

 

 

 

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