Aprenda a tratar e reconhecer sinais de desidratação



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Aprenda a tratar e reconhecer sinais de desidratação

Crianças nem sempre pedem água, por isso é importante conhecer sintomas de desidratação

 

O Verão chegou e com ele uma ótima oportunidade para que os pais possam levar os filhos em férias à praia, ao campo ou aos parques da cidade. Porém, é preciso ter cuidado com algo mais frequente do que se imagina na estação: a desidratação.


“Crianças e adolescentes são os que mais sofrem com esse tipo de problema, já que, além de ter o organismo mais frágil, comportam um volume menor de líquido no corpo e são sempre muito ativos – o que acelera a perda de água no organismo”, explica o fisiologista do HCor – Hospital do Coração, Diego Leite de Barros.


Segundo Barros, os pais devem ficar atentos ao problema, que, quando não tratado, pode causar perda de peso, lesão térmica, tontura, fraqueza, desmaios, entre outras consequências mais sérias. “Embora possa ocasionar riscos graves, não é difícil tratar ou prevenir casos de desidratação. Por isso, é imprescindível que os pais saibam reconhecer os sintomas e adotar as medidas necessárias para evitar o problema”, recomenda o fisiologista do HCor.

 

Sintomas da desidratação

Grande parte das crianças não costuma ter o hábito de pedir água regularmente. Já os bebês, nem sempre choram imediatamente, quando sentem sede. Portanto, os adultos precisam ter muita atenção com sintomas como boca seca, falta de elasticidade na pele, olhos fundos, prostração, malemolência, urina em menor quantidade ou muito concentrada, sendo expelida em intervalos mais longos do que o comum.


“No caso dos bebês, sinais como aprofundamento da moleira, dores de cabeça e choro sem lágrima também podem aparecer em função da desidratação”, acrescenta Barros.


Problemas como vômito, diarreia ou febre podem acelerar o processo de desidratação entre os mais jovens. Por isso, é importante evitar o consumo de produtos perecíveis de procedência desconhecida que possam conter bactérias e provocar intoxicação alimentar, como ovos, maionese e carne.


“As crianças também não podem ficar no sol por muito tempo. Além de fazê-las perder liquido por meio do suor, o contato prolongado com os raios solares pode causar insolação”, alerta Barros. “O ideal é que elas evitem a exposição solar direta, entre 10 e 16 horas, e façam sempre uso de protetor solar, bonés e guarda-sóis, caso estejam na praia ou na piscina, por exemplo”, recomenda.


O que fazer?

Em casos de desidratação, o tratamento acontece de acordo com o grau do problema. Quando se trata de uma situação leve ou moderada, a criança deve beber água aos poucos, em pequenas quantidades e, conforme for se recuperando, ingerir isotônicos, chupar picolés de fruta ou mesmo cubos de gelo. Se os pequenos sofrerem desidratação por causa da grande exposição ao calor, é importante, além de fazê-los ingerir liquido, remover o excesso de roupa e afrouxar as peças que não podem ser retiradas. Em seguida, é preciso colocá-los em um local refrigerado com ar condicionado ou, se não for possível, na sombra cobertos com uma toalha molhada para baixar a temperatura corporal. “Evite compressas com gelo. O frio excessivo causa a contração dos vasos e tremores, o que diminui a perda de calor necessária nessas situações”, diz Barros.


Já em casos graves de desidratação, a primeira medidaa ser tomada é encaminhar a criança a um pronto socorro. Lá, os médicos restaurarão o volume sanguíneo e de outros fluidos corporais por meio de um processo de reposição de líquido via oral ou intravenoso, caso a criança sinta náusea. Em seguida, irão verificar a causa do problema por meio de exames de sangue e urina. Simultaneamente, procurarão baixar a temperatura corporal, caso uma superexposição ao calor tenha ocorrido. “Por meio de todas essas medidas, a criança pode se recuperar completamente. Contudo, o melhor é que os pais procurem tomar o máximo de cuidado para que os seus filhos possam aproveitar o verão com saúde e disposição”, conclui o médico. 

 

 

 

 

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