Sem arroz e feijão? Conheça a Dieta Sem Lectina



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Sem arroz e feijão? Conheça a Dieta Sem Lectina

Após a onda do Sem Glúten, vem aí uma a Dieta Sem Lectinas, que promete te deixar mais magra e saudável

 

É difícil saber qual é a melhor dieta para perder peso rapidamente e com saúde. São tantas informações e as coisas podem mudar em tão pouco tempo, que fica complicado saber no que confiar e o que comer para ser mais saudável.


Em seu livro, The Plant Paradox, o cardiologista e cirurgião cardíaco norte-americano Steven Gundry, afirma que qualquer alimento com a proteína vegetal lectina é o seu pior inimigo quando se trata de perda de peso. Mas as lectinas não são partes de junk food e alimentos industrializados. Pelo contrário. São encontradas em alimentos que você sempre achou que eram bons para você – como grãos integrais, abóbora, tomates, feijões, nozes e muitas proteínas animais. E essa é apenas uma parte pequena da lista.


Sim. Essa é uma dieta muito restritiva. Gundry alega que os seres humanos não deveriam originalmente comer alimentos contendo lectinas e que eliminar esses alimentos pode diminuir a inflamação, aumentar a perda de peso e levar a um estilo de vida mais saudável em geral. Mas isso será que isso é real?


O que é lectina?

As lectinas são proteínas naturalmente encontradas em muitos alimentos, especialmente grãos e feijões. Eles gostam de se ligar aos carboidratos, o que pode ajudar as células a interagir e se comunicar umas com as outras. Nas plantas, as lectinas funcionam como sua defesa e as protegem de serem comidas por insetos e outros animais, pois são indigestas para eles. Em humanos, Gundry diz que comer lectinas provoca uma resposta inflamatória que pode levar ao ganho de peso e outras condições de saúde graves, como a síndrome do intestino permeável e síndrome do intestino irritável.

O que é a dieta livre de lectina?

A dieta sem lectina corta alimentos como grãos, quinoa, legumes e vegetais como tomate, pimentão e berinjela, além de laticínios, frutas fora de época, carnes e aves criadas convencionalmente. Em vez disso, a dieta sugere que você encha seu prato com alimentos com baixo teor de lectina, como verduras, vegetais como couve-flor, brócolis e aspargos, cogumelos, nozes e sementes, milho, carnes criadas em pastagens e peixes selvagens.

Dieta sem lectina emagrece?

O criador da dieta diz que perdeu mais de 30kg em uma dieta livre de lectina e que também colocou muitos de seus pacientes nesse plano. “O incrível é que quando as pessoas não mudam nada, exceto remover as principais lectinas, elas começam a perder peso e ainda estão ingerindo muitas calorias, mas não a armazenamos mais como gordura”, diz.


Ele também cita um estudo de 2006 que indica que uma dieta livre de lectina pode ter um efeito positivo em pessoas com doença cardiovascular e síndrome metabólica (um grupo de condições indicadas pelo aumento da pressão arterial, níveis elevados de açúcar no sangue, excesso de gordura corporal ao redor da cintura e níveis anormais de colesterol).


No entanto, outros especialistas são céticos sobre o quão eficaz é. Segundo eles, os benefícios de comer grãos integrais e vegetais, que fornecem vitaminas, minerais e fibras, superam significativamente o risco de que uma pequena quantidade de lectina cause problemas gastrointestinais. A maioria dos alimentos com lectinas pode ser superbenéfica para a perda de peso.


No entanto, há sucesso de perda de peso em pacientes com Síndrome do Intestino Irritávelpor meio da eliminação de determinados alimentos contendo lectina através de uma dieta sem oligossacarídeos fermentáveis, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis, que corta alimentos como feijão e vegetais ricos em amido.


Goodson admite que as lectinas podem ser problemáticas em grandes quantidades, ou quando você come alimentos ricos em lectina crus. Mas quem come grão-de-bico, arroz ou quinoa crus? Na verdade, o simples fato de deixar os grãos de molho e cozinhá-los reduz a quantidade de lectinas que podem causar desconforto gastrointestinal, como gases.


Além disso, existem muitos tipos diferentes de lectinas. Algumas são antimicrobianas e podem ter potencial anticâncer, Enquanto outras lectinas não são tão boas para você. Mas a pesquisa é um pouco duvidosa dos dois lados, pois a maioria das pesquisas sobre lectinas tem sido estudos em animais e in vitro, não em humanos.


Você deve se livrar da lectina?

Mais variedade, significa mais nutrientes para o organismo. E isso é muito saudável. Portanto, a menos que você lute com problemas de digestão, é melhor ficar com uma dieta mais fácil de seguir a longo prazo. Afinal, é isso que leva à perda de peso duradoura e boa saúde.

 

Fonte: Women’s Health Mag (EUA)

 

 

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