Redes sociais são gatilho para depressão



em Saúde


No mês de conscientização sobre o suicídio, o Setembro Amarelo, saiba como as redes sociais podem ser gatilhos mentais negativos


O suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens no Brasil e o número de casos entre crianças, adolescentes e idosos aumenta ano a ano no nosso país. É preciso falar sobre suicídio, embora o assunto não seja dos mais agradáveis. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de suicídio da população entre 15 e 29 anos aumentou quase 10% no Brasil, entre 2002 e 2014. O número equivale a 5,6 casos a cada 100 mil habitantes.

A neuropsicóloga Adriana Fóz, Diretora Clínica da Unidade Integrativa do Hospital Santa Mônica. Veja o que ela tem a dizer sobre o suicídio na adolescência explica alguns dos motivos: “Em primeiro lugar, precisamos entender a prevalência desses casos no Brasil e no mundo. No Brasil, os casos de suicídio são mais comuns entre a população de baixa renda, muitas vezes devido à falta de dinheiro. O suicídio entre índios e idosos também é mais comum”.

Mais de 36% dos casos de suicídio estão associados a transtornos de humor, entre os quais se destacam a depressão, transtorno bipolar e manias, como o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo).

Mas qual é o papel das redes sociais nesses gatilhos mentais que podem levar ao suicídio?

Segundo a psicóloga Raquel de Queiroz, mais de 90% dos pacientes que buscam seus serviços de psicoterapia possuem ansiedade, depressão e estresse. "Identificamos que as redes sociais são grandes causadoras destes transtornos", explica. "A maioria das pessoas publica apenas coisas boas que acontecem em suas vidas, criando uma falsa realidade para quem acessa. Quem enxerga isso de fora e compara com sua própria vida acaba se sentindo triste, solitário e depressivo. Isso é, com certeza, um problema da sociedade atual."

Após horas de navegação no Facebook ou Instagram, vendo viagens, jantares, festas e inúmeras cenas felizes e invejáveis, as pessoas tendem a sentir que suas vidas são irrelevantes e muito enfadonhas. É claro que essa é uma falsa sensação, afinal, ninguém posta na rede o seu real dia-a-dia, mas sim as situações que se destacam. Essa comparação faz com que a autoestima vá sendo minada e a sensação de impotência e desimportância aumente.

O Instagram, aliás, é a rede social mais ligada à ansiedade e depressão, pois distorce a realidade e cria um culto ao ego absolutamente maléfico para a saúde mental.

Como evitar a depressão causada pelas redes sociais:

  • Diminua as horas que você passa nas redes, na maior parte das vezes, elas são mero desperdício de tempo;
    Preencha esse tempo fora das redes com atividades de lazer, como leitura ou encontro com amigos;
    Obtenha suas informações de outras fontes além dos feeds de notícias;
    Lembre-se sempre de que aquelas fotos e fatos das redes não refletem o contexto real da vida de ninguém, apenas a parte que querem que seja vista.

 

 

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