Setembro amarelo: o papel dos gestores e o suicídio



em Saúde

Afastamentos causados por distúrbios emocionais e mentais estão no auge, mas um gestor atento pode fazer toda a diferença

 

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2016, mais de 75 mil pessoas foram afastadas do mercado de trabalho devido a doenças mentais. De acordo com Centro de Valorização da Vida (CVV), o suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata um brasileiro a cada 5 minutos e 1 pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas do HIV e da maioria dos tipos de câncer.

E o trabalho e um dos principais fatores de estresse e comportamentos ligados a distúrbios da ansiedade, como a depressão. Problemas ligados à saúde mental já são a segunda causa de afastamento nas empresas do Brasil, que podem levar ao suicídio proposital ou acidental, como a ingestão imprópria de medicamentos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde a depressão é a principal causa de doenças e deficiências no mundo inteiro. Atualmente há mais de 300 milhões de pessoas que vivem com a patologia.

Outro problema que a entidade aponta é o não reconhecimento da depressão como doença. Segundo os dados, essa falha que poderá causar um prejuízo de, aproximadamente, US$ 1 trilhão, pois as pessoas produzirão menos ou simplesmente deixarão de trabalhar.

Segundo recomendações do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), gestores e líderes de organizações e empresas podem ter um papel crucial em relação aos problemas de seus funcionários ou subordinados.

Situações adversas no trabalho podem ter grande influência no quadro depressivo. Uma das possíveis causas da depressão relacionada ao ambiente profissional diz respeito a desempenhar uma tarefa da qual o colaborador não se sente preparado ou capaz de atender a demanda.

Segundo o IBC, o primeiro passo é compreender que a depressão é uma doença à qual seus funcionários estão sujeitos e que você deve respeitá-los assim como respeita quem não tem. Ou quem tem qualquer outra doença.

Isto posto, é essencial conversar com áreas como recursos humanos e treinamento e desenvolvimento de pessoas, pois estas devem construir um plano que inclua assistência para colaboradores com depressão. Esse planejamento deve considerar:

Ações para manter números positivos da qualidade de vida no trabalho;

Avaliação constante do ambiente físico de trabalho;

Aplicação e constante avaliação da cultura organizacional;

Incentivo e prática de autofeedback e feedback 360°;

Treinamento e desenvolvimento de funcionários com cursos, formações, especializações e mais;

Plano de saúde para todos que inclua especialidades como terapia, psicologia e psiquiatria;

Apoio para buscar ajuda profissional caso seja preciso;

Respeito com o funcionário que está em tratamento.

Observar, manter o canal de comunicação aberto e saber reconhecer esses sinais pode fazer a diferença entre viver e morrer para quem quer acabar com a dor, mas não necessariamente com a vida.

 

 

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