Envelhecimento: por que ainda um tabu?



em Saúde
Envelhecimento: por que ainda um tabu?

Queremos viver mais, mas temos medo de envelhecer. Como conviver com esse paradoxo nos dias de hoje?


A sociedade ocidental ostenta alguns grandes tabus, como a morte, o sexo e o envelhecimento. Especialmente as mulheres são atormentadas pelo fantasma da velhice, desde o mais singelo detalhe, os cabelos brancos. Afinal, homem grisalho é charmoso, mulher grisalha é desleixada.


Paradoxalmente, vivemos tentando retardar a morte e somos cada vez mais bem sucedidos nessa tarefa. A mortalidade, segundo ele, é simplesmente um problema técnico que, graças às virtudes da Lei de Moore, vamos resolver. A Lei de Moore consiste em perceber que a cada 18 meses a capacidade dos computadores dobra. Segundo Byron Reese, CEO da Knowingly e escritor sobre o futuro da tecnologia, isso é possível também com o corpo humano, porque o que nos envelhece são mutações nas células. Se revertidas, podemos nos tornar imortais.


Carl Jung sustentava que o medo da morte é o que motiva toda a ação humana, mas o medo de envelhecer nos leva aos mais extremos atos – que vão do disfarce ao ridículo. Para Leon Trotski, envelhecer é a mais inesperada das coisas que podem nos acontecer.


Dentre as maluquices, estão cirurgias plásticas que podem nos desfigurar ou, ainda, a privação do sorriso, como uma mulher que ficou 40 anos sem sorrir para evitar as rugas.


Para o biólogo Lewis Wolpert, a ideia de envelhecimento muda conforme, vejam só, envelhecemos. O que, em tese, nos faz nunca chegar a ser velhos, porque a ideia de velhice sempre está à nossa frente.


Imagem: Cindy Joseph, modelo que ainda atua no mercado.

 

 

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