Exercícios ajudam mulheres que tiveram câncer de mama



em Saúde
Exercícios ajudam mulheres que já tiveram câncer de mama

Treinar regularmente pode até diminuir a chance de recorrência do câncer


Até pouco tempo atrás, acreditava-se que realizar atividades físicas poderia piorar a saúde de pessoas que sobreviveram ao câncer de mama, pois poderia levar à piora de algumas complicações decorrentes do tratamento, como o linfedema, considerado um inchaço crônico nos braços que pode aparecer após a cirurgia de mama.


Entretanto, um estudo publicado em 2015 no Journal of Cancer Survivorship sugere que os benefícios da prática de exercícios nesses casos superam os riscos aos quais as pacientes são expostas. A análise foi liderada por pesquisadores da University of Missouri, nos Estados Unidos e acompanhou cerca de 600 mulheres tratadas com câncer de mama nos Estados Unidos, demonstrando uma redução na mortalidade daquelas pacientes que se mantiveram fisicamente ativas após o término do tratamento com quimioterapia.


Segundo a Oncologista Clínica do HCor Onco, Dra. Lucíola Pontes, o sedentarismo oferece mais riscos à saúde do que a prática de exercícios, mesmo em pessoas que se recuperaram da doença. Treinar regularmente pode até diminuir a chance de recorrência do câncer.


A prática de atividade física pelo menos três vezes por semana é uma excelente ferramenta para restaurar e melhorar o bem-estar físico durante o tratamento do câncer de mama. Os exercícios aumentam a força muscular e a capacidade funcional, além de auxiliar no controle do peso, reduzir os sintomas de fadiga, melhora da autoestima e da qualidade de vida do paciente.


“Caminhar, correr, jogar tênis ou até mesmo praticar jardinagem são formas de exercício. Não só queimam calorias, mas também podem ajudar a diminuir a ansiedade e fadiga durante o tratamento do câncer. Mas para iniciar exercícios físicos com mais segurança, consulte sempre o seu médico e um educador físico”, esclarece Dra. Lucíola Pontes.


A obesidade, que cresceu drasticamente nos últimos 40 anos, aumenta as chances de desenvolver problemas de saúde como diabetes e doenças cardíacas. Pesquisas recentes sugerem uma ligação entre a obesidade e o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o câncer de mama.


De acordo com a oncologista do HCor, durante ou logo após o término do tratamento ainda é muito provável que o organismo ainda esteja sensível e descondicionado. Portanto é importante respeitar os novos limites e ter um acompanhamento de um educador físico, que deve ficar atento às condições da mulher, como a fadiga, que afeta mais de 80% das pacientes em tratamento.

 

 

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