Cirurgia bariátrica: as vantagens e desvantagens



em Saúde
Cirurgia bariátrica: as vantagens e desvantagens

Apesar da popularidade, procedimento não é simples, requer cuidados e pode causar problemas de saúde


Hoje em dia o procedimento de redução de estômago, a cirurgia bariátrica, tornou-se bastante popular. Mas, apesar disso, existem riscos que devem ser levados em consideração.


Apesar de bastante comum, não é um procedimento simples. O Brasil é o segundo em número de cirurgias bariátricas – de redução de estômago –, com 80 mil procedimentos, sendo 10% realizadas na rede pública (2013). E esses números vêm crescendo assustadoramente: o número de cirurgias saltou 90% nos últimos cinco anos e 300% em dez anos.


A cirurgia não é indicada como tratamento estético, mas para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com obesidade mórbida – quem tem pelo menos 40 kg a mais do que o normal – ou com doenças graves como diabetes, hipertensão, apneia do sono e problemas ortopédicos.


Pacientes no pós-operatório da cirurgia bariátrica podem apresentar complicações nutricionais. Uma delas é a deficiência de micronutrientes como Cálcio, Ferro, Vitamina D e Vitamina B12. Em determinados casos é importante, inclusive, a suplementação de micronutrientes logo a partir do terceiro dia do pós-operatório.


Na maioria das vezes, somente uma alimentação balanceada não basta devido à grande diminuição da capacidade de absorção de nutrientes.


Mas seus benefícios são inegáveis. Uma pesquisa publicada no JAMA - The Journalofthe American Medical Association, aponta que pacientes obesos que se submeteram à cirurgia bariátrica têm uma taxa de sobrevida maior, em longo prazo, quando comparados a pacientes obesos que não realizaram o procedimento. O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisa em Saúde Coletiva com pacientes atendidos pelo sistema de saúde VeteransAffairs, em Seattle, nos Estados Unidos.


Além disso, a revista médica inglesa Lancet Diabetes &Endocrinology publicou uma pesquisa que revela que a cirurgia bariátrica é o procedimento mais eficaz na cura do diabetes tipo 2. Pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) junto com o MooresCancer Center, afirmam que a cirurgia bariátrica reduz em até 81% chances de câncer de útero.


Mas de nada adianta reduzir o estômago se não houver mudanças de hábitos alimentares e de estilo de vida. Após a cirurgia bariátrica, a quantidade e o tipo de alimentos a serem consumidos devem ser limitados.


“É importante para o bem-estar físico e emocional essa adaptação alimentar no pós-operatório, por meio de uma orientação correta quanto aos alimentos que devem ser consumidos, para que a rápida perda de peso não leve à desnutrição”, explica a nutricionista Camila Prata, consultora de nutrição da Phosther Algamar.

 

 

    • Parceiro de Conteúdo

 

                logo ABQV p