Beber socialmente também mata os seus neurônios



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Beber socialmente também mata os seus neurônios

Além disso, a temida e desagradável ressaca está ligada ao envelhecimento precoce

 

Sabe aquela cervejinha com os amigos, ou o vinho das festas, o drink com as amigas? Isso pode ser ocasional, mas não é inofensivo. "Nosso fígado é um órgão que se regenera, mas caso a ingestão de álcool seja contínua, ainda que não em quantidades exageradas, como uma ou duas vezes por semana, a pessoa pode ter problemas”, afirma o gastroenterologista do Hospital Albert Einstein, Marcio Dias.


A sensação de lentidão e sonolência um dia após beber, conhecida como ressaca, não acontece por acaso. De acordo com o médico do Einstein, isso ocorre porque a ingestão de álcool efetivamente “mata” neurônios. “A desidratação afeta diretamente o cérebro. E a morte de nervos é irreversível.” Para amenizar o problema, o especialista dá algumas sugestões, como alternar a ingestão de álcool com água, beber mais lentamente e evitar beber com o estômago vazio. “Ajuda a poupar o fígado e também evita a ressaca”, explica Dias. “Costumamos nos sentir mal um dia depois de uma bebedeira principalmente por conta do baixo nível de algumas substâncias em nosso corpo, como, por exemplo, o magnésio. Por isso, alimentos como frutas secas são eficientes, pois ajudam a elevar os níveis da substância no organismo.”


Há quem diga que misturar as bebidas alcoólicas pode “aumentar” os efeitos da bebedeira. Mito, segundo Dias. “Não existe nada comprovado sobre isso. O que sabemos é que bebidas destiladas possuem uma porcentagem maior de álcool e por isso podem ter consequências piores no corpo.”


Outra crença é em relação aos benefícios do vinho. “Sabemos que uma determinada quantidade traz benefícios à circulação sanguínea, porém, assim como as outras bebidas, não podemos exagerar. Além disso, vale lembrar que a ressaca dessa bebida é uma das piores, já que possui uma maior quantidade de congêneres, substâncias presentes nas bebidas em geral e, em maior quantidade, nos vinhos.”


• Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein

 

 

 

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